quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

U-AVC do São José completa 15 anos


Hospital São José de Joinville, um dos principais pólos de referência no tratamento de AVC do Brasil

Reconhecido como a maior causa de mortes no país e principal causa de incapacidade no mundo, o AVC – Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como “derrame”, é apenas um dos tipos de ataques ao cérebro – o AVC hemorrágico – que nem sequer é o mais comum, acontece quando um vaso se rompe e o sangue extravasa alagando uma área da massa cinzenta. Já o AVC isquêmico, que representa 80% dos casos, ocorre quando a obstrução de uma artéria bloqueia o fluxo de sangue que deveria irrigar uma determinada região. Mas nos dois tipos o resultado é o mesmo: as células da área afetada morrem, causando diversas seqüelas. Dependendo do local da lesão, pode provocar desde a morte da pessoa até paralisias, problemas de fala, de visão, de memória, entre outros. Isso é uma realidade para 2/3 dos pacientes que sobrevivem a um ataque desses.

É no setor conhecido como JS do Hospital Municipal São José de Joinville, uma homenagem ao médico Dr. João Schlemm, que funciona desde 1997 a Unidade de Acidente Vascular Cerebral (U-AVC). A ala que mantém 24 leitos para a especialidade neurológica, foi pioneira no território nacional em oferecer através da Unidade do Tipo Mista, atendimento a pacientes na fase aguda e reabilitação. Através de convênios com clínicas neurológicas, o hospital dispõe do que há de mais moderno e eficaz em métodos de tratamento. A instituição mantém ainda um programa de residência médica em neurologia com residentes de plantão 24 horas/dia e equipe de sobreaviso 24 horas/dia.

Com o resultado do bom desempenho de Joinville na pesquisa e tratamento do AVC, a cidade representa Santa Catarina na rede nacional para o AVC, formada pelo Ministério da Saúde. Segundo a Dra. Carla Moro, que coordena o grupo, o tema vem ganhando cada vez mais importância, principalmente quanto aos resultados que a prevenção possibilita no caso da doença. “Quando a pessoa chega ao pronto-socorro do São José apenas com uma suspeita, ela é imediatamente internada. Não queremos que o paciente tenha um AVC”, completou a neurologista.

Na sexta feira 03/02, a Unidade de AVC (U-AVC) completou 15 anos. O momento foi de comemoração para o hospital São José que reservou a sala do memorial para as homenagens. Na ocasião o médico neurologista Dr. Norberto Cabral, enalteceu o trabalho da equipe multidisciplinar composta por médicos especialistas e residentes, enfermeiros e técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, assistentes sociais, psicólogos e nutricionistas. “A taxa de incidência de mortalidade e letalidade caiu nos últimos 10 anos em Joinville. Isto se deve às melhores condições de prevenção primária e do atendimento hospitalar. Parabéns pelo trabalho”, concluiu Cabral.

Adilson Corrêa – 96372322
Assessoria de Comunicação HMSJ









terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Dr. Norberto Cabral e sua experiência em Edinburgh na Escócia


Na segunda feira (6/2), o médico neurologista Dr Norberto Luiz Cabral da Clínica Neurológica de Joinville, direcionou aos médicos residentes da neurologia do Hospital Municipal São José, uma palestra relatando a experiência de seis meses na Unidade de AVC de Edinburgh na Escócia. Sobre as formas de tratamento dos acometidos pelo acidente vascular cerebral, doutor Cabral transmitiu otimismo aos iniciantes na carreira.











Fotos - Adilson Corrêa (Assessoria de Comunicação)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Hospital São José inicia plano plurianual de bens móveis e artigos permanentes


O Hospital Municipal São José iniciou a partir deste ano a elaboração do Programa Plurianual (PPA) para investimentos em bens móveis de artigos permanentes. A atitude tem como meta criar um instrumento de organização gerencial, com vistas ao enfrentamento das carências patrimoniais e, à concretização dos objetivos pretendidos. Através deste mecanismo o grupo gestor terá como base dados mensurados por indicadores que possibilitarão traçar, a longo prazo, um panorama real do volume de investimento necessário para reposição ou expansão destes bens.
Na quarta feira (25), líderes de setores da unidade e membros da direção estiveram no auditório participando da explanação sobre o tema. O coordenador de patrimônio, Nivaldo Schulz, falou da importância do programa e  apresentou os critérios que foram utilizados para elaborar a cartilha de projeções do plano plurianual. "Precisamos deste diagnóstico para planejar e buscar recursos. Fizemos um levantamento em outubro de 2010 que mostrou, 52% do nosso parque tecnológico - bens móveis e equipamentos - está sucateado", concluiu Schulz. As lideranças deverão, no prazo aproximado de 30 dias, relacionar por escrito as necessidades de cada setor a fim de se estabelecer um plano de ação para o atendimento à demanda.
O diretor-presidente do  hospital São José, Tomio Tomita, exaltou que o plano plurianual faz parte do planejamento estratégico da gestão e que o maior entrave para a efetivação está na descontinuidade. "Para transformar um projeto em realidade é preciso traçar metas. Para traçar metas temos que saber onde estão nossas principais dificuldades. O plano plurianual (PPA) vai nos trazer esse diagnóstico e a partir daí podemos definir prioridades", salientou Tomio.

Adilson Corrêa - 96372322
Assessoria de Comunicação HMSJ



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Campanha interna pretende economizar energia elétrica no Hospital São José



Começou em 25 de Janeiro deste ano uma campanha interna no Hospital Municipal São José cuja intenção é conscientizar servidores e usuários do sistema SUS sobre a importância de  economizar energia elétrica. A ação pretende possibilitar ao hospital, a diminuição do consumo.

Aparelhos de refrigeração como condicionadores de ar, geladeiras, chuveiros, ferros elétricos, torneiras elétricas, lâmpadas e outros utensílios devem receber atenção especial para que se evite o desperdício. A campanha usará cartazes e adesivos que serão fixados em salas, quartos e corredores de acesso.

Segundo levantamento do responsável pela coordenação de Patrimônio da unidade, Nivaldo Schulz, o hospital São José mantém instalados 243 Condicionadores de ar, 70 aparelhos Condensadora/Evaporadora, 40 Evaporadoras alimentadas por uma Central de refrigeração, 05 Cortinas de Ar, além de outros equipamentos, totalizando 358 aparelhos que consomem continuamente eletricidade, principalmente no período de Setembro à Abril. O horário de maior pico registrado pela instituição é das 18:30 às 21:30 horas. "Praticamente todos os setores do hospital estão climatizados, exceto, as áreas de Ortopedia na Ala B, Refeitório e algumas salas isoladas de pouca circulação. A campanha é interna mas o reflexo dessa economia vai trazer benefícios para todos" enfatizou Schulz.


Veja tabela de consumo e gasto com energia elétrica no Hospital São José:



         Consumo de Energia Elétrica – 2011
Meses
Consumo kw/h
Valor R$
 Janeiro
279.775
110.677,17
 Fevereiro
295.749
122.656,75
 Março
262.384
104.797,43
 Abril
227.701
92.388,09
 Maio
200.081
78.875,54
 Junho
155.557
60.547,76
 Julho
159.218
63.105,54
 Agosto
162.717
68.230,32
 Setembro
202.726
82.028,14
 Outubro
164.289
68.832,22
 Novembro
189.857
76.874,03
 Dezembro
249.649
94.521,43
TOTAL
2.549.703
1.023.534,42
Média kw/h
212.475
85.294,54
META kw/h 2012
199.727 =   - 6%
80.176,87























Adilson Corrêa - 96372322
Assessoria de Comunicação HMSJ

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Heliponto provisório

Foto: Luciano Moraes/ND

O Hospital Municipal São José adaptou parte do espaço de estacionamento para servir temporariamente como base para pousos e decolagens do helicóptero da Polícia Militar. A área foi aprovada pela equipe do Grupamento Aéreo e pelo prefeito em exercício Ingo Butzke, além dos diretores do hospital.
Conforme relatou o prefeito em exercício, a alternativa garante o atendimento. “Esta é uma ação provisória. O importante é não deixar de atender a população”, disse Butzke. Para ele, a solução definitiva é a construção do heliponto que ficará sobre o Complexo Ulysses Guimarães, cuja obra deve ficar pronta em dois ou três anos.
Para o diretor do hospital, Tomio Tomita, é fundamental a compreensão dos taxistas e comerciantes que estão próximos da área de pouso, já que o heliponto é uma necessidade. Tomita também explicou que melhorias serão feitas para aperfeiçoar o local e trazer mais segurança.
O major da Polícia Militar, Nelson Coelho, disse que o local “atende emergencialmente” à necessidade de salvamentos rápidos pelo ar. “O importante é “sempre ter cautela ao pousar”, disse. De acordo com Coelho, a medida é extremamente necessária, já que o hospital é referência no tratamento de traumas e atende a várias cidades da região.
Os trabalhos de adequação, como a remoção de uma árvore e três postes, além da fixação de coberturas do ponto de táxi e da guarita central, foram concluídos na quarta-feira 11/01.

 
Foto
Ivo Vanderlinde (Diretor de Transito Conurb) – Marcos Miranda (Secretaria Infraestrutura Unidade Transporte e Vias Públicas) – Nivaldo Schulz (Coordenador do Controle Patrimonial do HMSJ responsável pela execução) – Marcos Antonio Joriatti (Coordenador Atendimento Transito Conurb) – Paulo Miranda (Unidade de Obras) – Dr. Ingo Butzke (Prefeito em exercício) – Eduardo Dalbosco (Secretário Gabinete Prefeito).
Apoio logístico
Fundema (Corte de Arvore)
Secretaria Infraestrutura Unidade Transporte e Vias Públicas (Retirada de 3 postes de iluminação)
Unidade de Obras – SEINFRA (Colocação lateral de cercas de proteção)
Conurb (Pintura de faixas)
Bombeiros (Lavação do piso)
Celesc (Retirada de fiação elétrica)
Taxistas ( Melhorias na cobertura do abrigo)
Adilson Corrêa - 96372322
Assessoria de Comunicação HMSJ

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Grupo técnico busca ações concretas para melhorar atendimento do SUS em Joinville



Representantes de diferentes segmentos de saúde formalizaram a criação de um comitê técnico

O Comitê Técnico da Rede de Urgência e Emergência, criado na quinta-feira (19) na Secretaria Municipal de Saúde, começa a se reunir a partir de agora para tentar melhorar o atendimento do SUS (Sistema Único de Saúde) em Joinville. Representantes do Hospital Municipal São José, do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, do Hospital e Maternidade Bethesda, da Secretaria Municipal de Saúde, do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Emergência), do Conselho Municipal de Saúde e da 23ª Regional de Saúde de Joinville falam em unir forças para minimizar os problemas na rede.

A frequente superlotação no Hospital São José e a falta de atendimento médico nas unidades das redes municipal e estadual de saúde na cidade serão discutidas em caráter de urgência até que se viabilizem soluções a curto, médio e longo prazo.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Tarcísio Crocomo, o grupo se reunirá em diversas reuniões nos próximos 30 dias para debater propostas para minimizar os problemas que já são conhecidos de perto pela população há anos. “Vamos buscar soluções em todas as instâncias, no município, no Estado, no Ministério Público, para resolver esse problema, que é cíclico”, listou Crocomo, após a reunião.

O diretor-presidente do Hospital São José, Tomio Tomita, afirmou que vai pedir ao prefeito Carlito Merss a contratação de dez enfermeiros, quatro técnicos em enfermagem e três médicos para agilizar o atendimento. “Vamos tentar suprir um pouco da demanda e negociar o encaminhamento de pacientes que não são nossa referência, depois que estiverem estáveis, para o Regional e outras unidades.”

O diretor-técnico do Hospital Regional, Hercílio Fronza, destacou que como o crescimento da estrutura física dos hospitais e de contratações não acompanhou o crescimento populacional é necessário investir pesado para melhorar a rede. “Antes, as pessoas morriam aos 40 anos. Agora, morrem aos 80 e os problemas têm se tornado cada vez mais complexos”, avaliou.

Fabiana A. Vieira
Noticias do Dia
24/01/2012

Funcionários entregam as autoridades carta manifesto.


Prezados Srs.

Nós Médicos, Enfermeiros, Técnicos e demais Profissionais do Pronto-Socorro do Hospital Municipal São José, com missão diária de atendimento das urgências e emergências aos Usuários do Sistema Único de Saúde, sobrecarregados com a frequente falta de plantonistas clínicos no Pronto-Socorro do Hospital Hans Dieter Schmidt, não entendemos como ainda não foi solucionado este problema por ambos, compromissados com os interesses da população.

1 É do conhecimento de todos que o pronto socorro do HMSJ é referência municipal e regional para atendimentos a pacientes de trauma – os acidentes infelizmente têm aumentado muito em nossa região -, Nefrologia, Oncologia e Clínicas diversas. O espaço físico do nosso pronto-socorro há muito tempo está estrangulado – aguardamos ansiosamente o término da obra e o funcionamento do Complexo Ulisses Guimarães.

2 O outro elo da rede de urgência e emergências é o pronto socorro do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, referência municipal e regional no tratamento de Cardiologia clínica e cirúrgica, Gastroenterologia, Nefrologia, Pneumologia, Infectologia, entre outras especialidades.

3 Apesar dos nossos esforços no atendimento à pacientes como: infarto agudo do miocárdio, outros com descompensação cardiopulmonar, ou renal, ou hepática, entre outros, existem dificuldades técnicas – não temos os mesmos recursos especializados do HRHDS para estes tipos de patologias –, além da falta de estrutura – espaço físico. Como consequência, trabalhamos sob pressão permanente, com uma sobrecarga que nos afeta física e emocionalmente.

4 Sentimo-nos como quebra galhos de rotina, pois isto vem ocorrendo há anos e só tem piorado nos últimos meses. A situação está insustentável. O Hospital Hans Dieter Schmidt precisa precisa normalizar o atendimento clínico em seu pronto socorro.

5 Por outro lado, nos solidarizamos com os colegas do pronto socorro do HRHDS, que apesar da pressão diante da falta de profissionais e equipes incompletas, ainda mantêm-se, num esforço sobre humano, no atendimento. Sabemos como se sentem, pois somos elos da mesma rede SUS e isoladamente não superaremos esta situação.

6 Queremos que os mais de quinhentos Cidadãos que sofrerão neste ano de infarto agudo do miocárdio e que usam o SUS, assim como milhares de atendimentos de urgência e emergência que ainda ocorrerão, tenham atendimento de primeiro mundo, já que a cidade de Joinville dispõe de excelentes profissionais, equipamentos e tratamentos adequados.

Drs Dalmo Claro e Tarcisio Crócomo, hoje exercendo a função política de Secretários de Saúde, Joinville e região precisam que o pronto socorro do HRHDS trabalhe com as equipes completas e de forma integral. Este elo da nossa rede SUS deve ser restabelecido e fortalecido, sob pena de comprometer cada vez mais a qualidade dos serviços aos nossos usuários, seja no HMSJ ou no HRHDS.